quarta-feira, 28 de novembro de 2012

IBGE: 37,9% dos jovens brasileiros abandonam estudos


Tem notícia que deixa a gente, que trabalha em educação, um pouco entristecido. Essa é uma delas. Infelizmente o Brasil ainda continua sendo um país que os índices da educação não melhoram. Pelo contrário, a cada dia piora mais. A notícia a seguir demonstra isso.
Índice de jovens brasileiros a abandonarem estudos precocemente é maior que o dobro da taxa europeia. Entre os homens, 37,9% dos jovens entre 18 e 24 anos deixam a escola antes do tempo previsto. Na Europa, apenas 16,9% dos homens na mesma faixa etária abandonaram o estudo.

Os dados foram divulgados na manhã desta quarta-feira (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e são informações complementares retiradas da Pnad 2011 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). As estatísticas europeias são da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico).
Entre as mulheres, a taxa de evasão escolar é mais baixa: 26,6% das brasileiras entre 18 e 24 anos deixaram a escola antes do tempo. Na Europa, o índice feminino de evasão é de 12,4%.
Apesar da alta taxa de evasão escolar, a escolaridade média dos brasileiros nessa faixa etária cresceu entre 2001 e 2011. Os jovens estudaram em média 9,6 anos em 2011 --em 2001, a escolaridade média era de 7,9 anos. Subiu também a proporção de jovens de 18 a 24 anos que possuíam 11 anos ou mais de estudo, passando de 33,7% para 54,1%.

Evasão precoce
No entanto, a pesquisa divulgada anteriormente já havia mostrado que caiu o número de estudantes entre os brasileiros de 15 a 17 anos. Segundo a pesquisa, 83,7% dos jovens nessa idade estudavam em 2011. O número é mais baixo do que o apurado em 2009, quando a taxa era de 85,2%. Isso siginifica 1,7 milhão de jovens fora da escola - população equivalente à de Curitiba.
Para analistas de educação, a baixa qualidade do ensino e as altas taxas de reprovação são alguns dos fatores responsáveis pela "expulsão" do jovem brasileiro da escola. O Censo Escolar de 2011 mostra que mais de um milhão de jovens estão “presos” no ensino fundamental, e por conta de reprovações ou outros fatores, não conseguem passar de ano e chegar ao ensino médio.
Fonte: UOL Notícias

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